Críticas de Livros

A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides | Crítica do Livro

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Uma mulher é encontrada na cena de um crime ao lado de seu marido, que está morto e amarrado em uma cadeira. O mais estranho é ela estar em completo silêncio desde então, e já se passaram 6 anos desse assassinato, sendo conhecida por ser A Paciente Silenciosa.

Alicia, a silenciosa, foi acusada de assassinato e foi levada para um hospital psiquiátrico, por conta de seu surto de silêncio, que foi interpretado como um trauma. O livro se inicia com essa cena do crime, e logo vai sendo intercalado com outros pontos de vista: o diário de Alicia e a visão de Theo, o novo psiquiatra da acusada.

Por ter histórico de alucinações é difícil acreditar piamente em tudo o que ela diz, e esse é o comportamento de todos os personagens do livro, e se torna o pensamento do leitor. O autor desenvolveu poucos personagens, dando importância apenas para os que teriam algum envolvimento na história principal, tornando o livro superficial. Porém, fez isso de maneira agradável com os personagens escolhidos.

Os evolvidos na história vão sendo apresentados muito suavemente, e de início com pouquíssimos detalhes. Conforme o suspense avança a vida dessas pessoas é explorada mais, porém ainda superficial. Isso ajuda na experiência de leitura, já que costumamos desconfiar do que não conhecemos.

Essa eterna desconfiança pode ser uma das críticas do livro: a ideia de que as mulheres sempre são loucas. Alicia é desenvolvida por meio de seu diário, mas que é sempre questionado por outros homens se tudo aquilo é verdade.

O machismo e o suspense vão regendo o livro de forma enigmática, e quando chegamos ao final a impressão é que fomos enganados o tempo inteiro. No fim é difícil apontar quem são os verdadeiros alucinadores da história.

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