Críticas de Livros

A Mão que te Alimenta, de A. J. Rich | Crítica do Livro

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Maus tratos aos animais é um assunto que vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente por conta do veganismo. Diversas ONGs pelo mundo protegem todo tipo de bicho, e o mais frequente talvez seja: os cachorros.

Porém, em A Mão que te Alimenta esses animais são os vilões da história. Nas primeiras páginas Morgan, a protagonista, chega em sua casa e encontra seus cachorros sujos de sangue, e no quarto está seu noivo todo desfigurado por mordidas e com membros faltando em seu corpo.

De início pode parecer apenas uma história banal e singela, mas há muito escondido no livro escrito por A. J. Rich, um pseudônimo para duas autoras que são envolvidas com cachorros: Jill Ciment e Amy Hempel.

Diversas reviravoltas são reveladas ao passar da história, e tudo se torna muito maior do que imaginávamos.

A protagonista é estudante de vitimologia e está estudando mulheres que são vítimas e buscam relacionamentos em sites online. E quando ela percebe, ela se tornou um objeto de estudo para a própria pesquisa.

Por mais que os cachorros sejam colocados como violões nessa história, diversos capítulos incluem cenas dedicadas a proteger o direito desses animais e denunciar casos de abuso e de apreensão, que acontece nos Estados Unidos e no mundo.

De certa forma todos os personagens da história estão envolvidos com algum tipo de cachorro de estimação, o que também corrobora para disseminar a mensagem de proteção à esses animais. As raças conhecidas por serem “violentas”, como os pitbulls, são desconstruídas e mostra que isso não passa de uma construção social.

A grande revelação que existe no fim do livro é de certo modo previsível se o leitor prestar bastante atenção em todas as dicas que foram passadas ao longo da história. Mas isso não tira o brilho da cena, pelo contrário, deixa tudo ainda mais impactante, pois quando é possível presumir, já aconteceu.

É uma história muito viciante que a cada página algo novo é descoberto e mais surpreendente vai ficando. O que começa apenas com a Morgan encontrando seu noivo mordido por cachorros termina descobrindo que existem muitas outras ameaças, e outras bocas, querendo morder.

Um comentário
  1. Watchers

    Nao se deixe enganar pelas aparencias.Depois de uma manha agitada no curso de psicologia forense, Morgan nao ve a hora de voltar para casa, no Brooklyn, e trabalhar em sua dissertacao. Tudo o que ela queria era ficar sozinha, mas seu noivo, Bennett, esta a sua espera. Ao chegar, ela encontra a porta entreaberta. Morgan teme que algum dos seus tres caes tenha fugido. Ela abre a porta com o ombro, esperando ser recebida pelos animais. Porem, nenhum deles aparece de imediato. Ha marcas no chao, pegadas de cachorros.Nuvem, o cao-da-montanha-dos-pirineus, e a primeira a vir ao seu encontro, mas sem o animo habitual. Seus pelos estao vermelhos de um lado, como se ela tivesse se sujado em uma parede com tinta fresca. Sangue. Morgan procura sinais de ferimentos, mas nao encontra nada. Nem nos dois pit-bulls, George e Chester.Ela avanca pelo corredor, e as manchas de sangue que encontra parecem cada vez maiores. Por fim, ve Bennett caido no chao do quarto, a perna em cima da cama. Logo percebe que ele esta olhando para cima. Ou estaria, se ainda tivesse globos oculares. A pele das maos foi arrancada. E a perna em cima da cama nao esta ligada ao resto do corpo, ela foi arrancada.Bennett foi atacado, destrocado e morto pelos caes. Mas como isso pode ter acontecido, se Nuvem, Chester e George sao extremamente doceis? Algo nao faz sentido nessa historia, e tudo fica ainda mais estranho quando Morgan, ao tentar localizar a familia de Bennett, descobre que esse nao era seu nome verdadeiro. Mas mal sabia ela que encontrar o noivo morto foi so o inicio de seu maior pesadelo

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