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A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil (Wayfarers #1), de Becky Chambers | Crítica do Livro

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Em um futuro muito distante, quando a Terra não será mais um lugar para os ricos, quando Marte for habitado, a viagem entre galáxias for algo palpável e outras espécies fizerem parte do nosso meio social, uma longa viagem começará.

Essa história é contada no livro A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil, da autora Becky Chambers, em que essa viagem é uma das missões da nave Andarilha, que tem tripulantes de todas as espécies de seres do universo. Eles devem ir até o mais novo planetas a fazer parte da CG, uma organização de todas as nações inteligentes, uma espécie de ONU, do nosso presente.

A longa e densa viagem é de fato uma metáfora para a vida aqui na Terra. A autora usa maneiras criativas de usar os alienígenas para falar de relacionamentos, identidade de gênero, preconceito, desigualdade e até mesmo problemas políticos.

Por mais que os personagens sejam fisicamente muito distantes da nossa realidade, eles são uma alegoria muito bem pensada e elaborado pela autora. O que não falta são detalhes aprofundados sobre como cada uma das espécies intergaláticas vivem, e viveram.

O universo é muito aprofundado, e é nítido o trabalho bem feito que foi feito em cima dessa criação densa. Todas as civilizações tem um contexto histórico e social, e elas são complexas como a própria humanidade, e algumas até mais.

É difícil apontar o protagonista da história, já que todos os personagens tem seus próprios pontos fortes e seus momentos de protagonismo. O livro não é focado em apenas um dos tripulantes, o que torna a história ainda mais interessante e densa, já que descobrimos muito sobre o passado de cada um deles.

Cada personagem tem seu próprio desafio e seu segredo a ser desenvolvido ao longo da narrativa, e são essas pequenas reviravoltas que vão conturbando a trajetória do livro, e também a missão principal da equipe.

É uma leitura muito agradável, apesar de demorada, pela quantidade rica de detalhes. O único defeito dessa história é não ter um objetivo mais claro e desafiador, tornando a história apenas um romance de problemas cotidianos.

Ao fim da leitura a sensação é um misto de tristeza e satisfação. Por infelizmente ainda não fazermos parte de algo tão grande e incrível como o que Becky não narrou, mas mesmo assim a história ser igualmente fantástica.

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