Críticas de Livros

VOX, Christina Dalcher | Crítica do Livro

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VOX (do latim voz) é uma distopia da autora Christina Dalcher, publicada recentemente pela Arqueiro e se você já leu ou viu The Handmaid’s Tale esse livro é na mesma pegada, porém, bem menos violento, mas não menos perturbador.

A história é narrada por Jean McClellan, uma mãe de três crianças e um adolescente. Eles vivem nos Estados Unidos, que levou ao poder um presidente que subiu sua popularidade através do reverendo Carl, um líder fanático e religioso. E antes de todo o drama de se iniciar, Jean se culpa por na época da universidade sua melhor amiga a ter alertado de tudo que aconteceria, mas ela não dá bola por estar estudando e nunca poder militar.

A sociedade retratada no livro se originou em pequenas cidades, foram os primeiros focos dos chamados Puros, basicamente homens e mulheres que seguiam o governo e acreditavam em sua filosofia louca e deturpada. Um dos primeiros atos grandiosos, foi a construção de um muro em todas as fronteiras dos Estados Unidos, os isolando do restante do mundo. Em seguida, tiraram aos poucos as mulheres dos seus cargos, seja na câmara dos deputados, fosse como professora. Implantaram o estudo religioso nas escolas como matérias “opcionais”, mas que davam mais crédito para ingresso nas Universidades. E o gran finale foi a implementação de umas pulseiras nas mulheres, que as possibilitavam falar 100 palavras por dia, caso ultrapassasse, levava um choque.

Ou seja, mulheres se tornaram meras donas de casas, suas escolas ensinavam o básico e o mundo passou a ser governado por homens. Porém, o irmão do presidentes sofreu um acidente e afetou uma área do cérebro, área essa que a Dr. McClellan e um grupo de amigos estavam trabalhando antes de tudo acontecer em busca da cura. E por isso o reverendo Carl, a nome do presidente, pedirá a ajuda dela, mas para isso algumas exigências precisarão ser atendidas.

“O mal triunfa quando homens bons não fazem nada.”

Pois bem, eu A-M-E-I o livro, por mais que tenha passado muito raiva. Primeiro, o marido da Jean é uma boa pessoa, porém um estorvo, porque não faz nada quando é preciso e é complacente com tudo, já que quando mais se precisa dele na história, o lindíssimo faz a egípcia. Segundo, se eu tivesse um filho como Steven em hipótese alguma teria a paciência que ela tem com ele. O garoto é um nojo, como a maior parte dos adolescentes, e venera o reverendo Carl como se ele fosse uma santidade. Os únicos homens que salvam nessa história é o carteiro e o antigo affair de Jean. Fora isso podem queimar todos na fogueira, por favor.

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