Críticas de Livros

A Nuvem (Scythe #2), de Neal Shusterman | Crítica do Livro

O que antes era pensado como uma Duologia acabou se tornando uma série de tão grandiosa que é. Um grande erro de toda série de livros é o primeiro ser magnífico e suas sequências serem monótonas e sem graça. Isso não acontece com A Nuvem, segundo livro da série Scythe, escrita por Neal Shusterman.

No fim do primeiro livro, O Ceifador (clique aqui para assistir a crítica), os antigos aprendizes se tornam ceifadores: Citra vira a Ceifadora Anastasia e Rowan se transforma no Ceifador Lúcifer, porém ele, diferente da Citra, é ilegal e não está realmente vinculado à Ceifa.

A história está situada em alguns meses após o fim do primeiro livro, e Ceifadora Anastasia está fazendo suas coletas com a Ceifadora Curie, uma das mais respeitadas na Ceifa, mas elas se vêem ameaçadas por pessoas que estão planejando um atentado contra a vida delas.

Em paralelo a isso, temos o Ceifador (ilegal) Lucifer que coleta não pessoas comuns e sim os próprios Ceifadores corruptos que estão causando mal ao mundo. Essa prática é ilegal, e vai contra as regras da Ceifa, porém, como Rowan não foi oficializado como Ceifador a regra não se aplica a ele, mas continua um grande problema.

Essa sequência consegue expandir ainda mais o universo futurístico criado por Neal e começa a responder algumas perguntas apresentadas no primeiro livro. Porém, A Nuvem tem o ar mais de início do que de desenvolvimento, então há possibilidade da série não ser apenas uma trilogia. Muitas questão são apresentadas, como a lenda de um refúgio, o futuro da Ceifa e principalmente o destino de Rowan como infrator.

Outro personagem que também é apresentado e pode vir a ser um dos protagonistas na sequência é Greyson, que sua própria identidade é muito modificada ao longo da trajetória, e o futuro dele pode ser bem promissor.

Diversos outros personagens, novos e antigos, vão surgindo e aumentando ainda mais as reviravoltas da história. É fácil afirmar que a ação e a adrenalina nessa sequência é maior, e consequentemente as reviravoltas também.

Também é notável a forma como Neal apresenta em seu livro diversos elementos futurísticos que de fato estão sendo previstos para acontecer por especialistas do mundo real, como nanotecnologia, mudanças estéticas absurdas e inteligências artificiais controlando o mundo. Mas ele também cita diversos elementos atuais em sua obra, como uma forma de “referência histórica” para os personagens, mas que para os leitores são apenas elementos do dia a dia.

O fim do segundo volume é tão grandioso e em aberto quanto o primeiro, e é difícil imaginar o que pode vir a acontecer na sequência com tantos fins definitivos que foram pontuados. De uma coisa é certa: é difícil terminar esse livro sem querer ler a sequência imediatamente!

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