Críticas de Livros

A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells | Crítica do Livro

Outro clássico escrito pelo talvez pai da ficção científica, H. G. Wells, foi A Guerra dos Mundos. Esse livro já foi adaptado diversas vezes para o cinema e também para o rádio, então o conceito pode não ser uma novidade, mas a nova edição do livro é.

Recentemente o livro foi republicado pela Editora Suma em uma edição especial com capa dura, ilustrações feitas há décadas atrás e também com uma entrevista com o autor.

O livro, que se passa há 2 séculos, é uma completa viagem no tempo. As ações dos personagens, os cenários e as tecnologias são bem diferentes das que temos hoje, mas é fácil conseguir identificar os pontos em comum.

As referências que o autor usa para descrever os Marcianos são bem antigos, sendo nítido que a história se passa muito antigamente pela falta de referências tecnológicas atuais. E as ilustrações seguem a mesma linha de raciocínio, mostrando seres “tecnologicamente avançados” mas com visuais antiquados.

A história é barrada a partir de muito tempo antes da invasão começar, quando nem se pensava nessa hipótese, e vai até quando ela acaba. Esse fato é percebido já que o narrador deixa bem claro ao leitor que ele está em um futuro em que toda a humanidade já sabe mais sobre o que eram os Marcianos, os invasores.

Diferente das adaptações, o livro é focado nas ações humanas e em suas reflexões sobre quem domina e quem é dominado. Muita vezes os personagens se comparam aos animais que eram oprimidos pelos humanos, e no momento percebem sua própria crueldade.

Toda a construção da história e os problemas que são acarretados são surpreendentes e plausíveis. O autor desenvolve tudo de maneira lenta, mas não tediosa. Porém, a resolução do problema acontece de maneira muito rápida, e talvez até preguiçosa.

Outros pontos que foram apresentados não são concluídos pelo autor, mas é possível elaborar um fim apenas com as informações dadas. De qualquer maneira, é uma história emblemática que marcou a história e ainda consegue ser impressionante 2 séculos depois.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *