Críticas de HQ

Garota-ranho, de Bryan Lee O’Malley, Leslie Hung com Mickey Quinn | Crítica da HQ

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A internet criou uma ideia de mundo perfeito que muitos tentam alcançar ao ver a vida perfeita dos influenciadores perfeitos com roupas perfeitas. Essa invenção prejudica não só quem assiste, como também quem produz o conteúdo. Esse é um pequeno ponto retratado na série ilustrada Garota-ranho.

A protagonista é uma blogueira lifestyle com milhares de seguidores e muito influente. Ela se vê num problema social ao perceber que não tem tantos amigos verdadeiros assim, enquanto tem diversos admiradores. Além dela não ser tão perfeita como aparenta: ela tem muitas crises de alergia, e esconde isso do público, por conta do ranho no nariz.

A busca por novos amigos é bem pontuada e com pequenas reviravoltas. Além dos outros dramas da vida normal: como perder o namorado, colegas de trabalho e amizades falsas. Tudo retratado de maneira realista.

Os traços são característicos do Bryan Lee O’Malley, autor da série. O colorido traz uma atmosfera de alegria e perfeição para a leitura. E além do mundo verde da protagonista, cada blogueira do livro ter sua própria característica e cores demarcastes.

A única parte que incomoda são as gírias e memes forçados que são falados ao longo desse primeiro volume. Talvez o problema seja por conta da época do lançamento da HQ no Brasil, ou simplesmente isso foi proposital.

Diversos momentos da história são marcados por falas e comportamentos exagerados, possivelmente para zombar das atitudes das blogueiras na vida real.

Esse é o primeiro volume da série, e evolve a vida mas também um crime. E o desenrolar dessa história será em breve, é deixado com diversos ganchos continuar acompanhando a vida não tão perfeita de pessoas que divulgam a perfeição.

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