Críticas de Filmes

Bohemian Rhaposdy | Crítica do Filme

“Ser humano é uma condição que precisa de um pouco de anestesia.”

Ontem, dia 29.10.2018, tive o prazer de assistir Bohemian Rhaposdy, com estreia marcada para o dia 01 de Novembro. O filme sobre Queen é completamente focado na carreira de Freddie Mercury (Rami Malek), acredito que a maior parte conheça a história da banda, por isso, nada do relatado aqui será qualquer tipo de Spoiler.

Há um tempo foi divulgado que o longa-metragem se passaria em 15 anos, desde o início, quando Freddie ainda se chamava Frarrokh Bulsara e conheceu a banda Smile, composta pelo guitarrista, Brian May (Gwilym Lee), e o baterista, Roger Taylor (Bem Hardy). A banda só mudou para Queen quando John Deacon (Joseph Mazzello) entrou como baixista. Então, a partir deste momento a história começa a andar.

Somos desajustados que funcionam tocando para desajustados.”

Eu amei o filme, por mais que no dia eu escutei algumas pessoas falando sobre algumas músicas não terem sido lançadas no ano em que foram datadas no filme ou tal fato não aconteceu de tal maneira. Acredito que muitos telespectadores vão assistir esquecendo que é um filme, ou seja, obra de ficção, e não uma biografia sobre a banda. É claro, foi uma produção bem limpa com várias cenas cômicas, acredito que a intenção não foi deixar o filme pesado, alguns críticos pelo visto esperavam algo mais a fundo e não tão raso. Entendo quererem ter visto a parte polêmica da vida de Freddie retratada, ao invés do filme family-friendly que foi.

Pela grande passagem de tempo em quase duas horas e meia de filme, houveram certas partes meio corridas e outras que se estenderam por tempo demais. A mais escrachada foi todo o envolvimento com Mary Austin (Lucy Boynton), é claro, há grande importância na vida de Freddie por ter sido seu primeiro amor e no fim ter feito “Love Of My Life” um dos seus grandes sucessos. Porém, acredito que ela e Jim Hutton (Aaron McCusker) deveriam ter tido basicamente o mesmo tempo de cena, igualmente o assunto sobre a sua sexualidade, que só foi citado mais para o fim através de uma repórter.

“De acordo com Brian, foi o maior público pagante da história.”

A criação da música “Bohemian Rhaposdy” é a melhor sequência de cenas no filme, é extremamente maravilhoso. Mostra a essência de Freddie e da canção, o quanto ele incentivava os outros integrantes a darem seu melhor e ao mesmo tempo gostava de tudo do seu jeito. Se pudesse defini-lo com três adjetivos seria: Narcisista, Ambicioso e Extravagante. E após a gravação e divulgação da música do álbum A Night at the Opera, acontecem alguns shows eletrizantes, inclusive o Rock In Rio de 1985. Na verdade, todas as cenas com músicas do Queen são esplêndidas! Indescritíveis! Te arrepia da cabeça aos pés.

E, por fim, a caracterização dos personagens, eu poderia vir aqui dizer que a do Freddie foi a que mais me chamou atenção, porém, não. Rami Malek ficou bem de Freddie, não perfeito, no início estava deveras esquisito, mas quando o bigode característico entra em cena tudo fica mais harmônico. Não sei dizer ao certo se o ator foi a melhor escolha, por mais que os trejeitos fossem iguais, estavam bem duros e robóticos, na cena final, então, misericórdia. Se não fosse o jogo de cena do final seria bem estranho.

Quem me chamou atenção de verdade foi Gwilym Lee como Brian May. O QUE FOI AQUILO? Parecia um sósia mais novo do guitarrista, um clone. Certeza que foi clonado, porque não é possível. Inclusive queria mais dele e dos outros integrantes da banda, foram mal explorados.

Uma crítica do filme o definiu como uma “Novela Mexicana”, que normalmente são cheias de reviravoltas e muito drama, acredito que seja uma boa definição para “Aquele Filme que Irá te Divertir do Começo ao Fim”, claro, se não ligar para pequenas inconsistências entre a realidade e a ficção.

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