Críticas de Filmes

Podres de Rico | Crítica do Filme

Em período eleitoral briga de familiares se tornou algo normal, mas intrigas entre famílias extremamente ricas e influentes de Singapura é algo inusitado e que encontramos na adaptação do livro Asiáticos Podres de Rico, que nas telonas recebeu apenas o nome de Podres de Rico.

Na comédia romântica, Rachel é uma professora de economia na NYU e está namorando há 1 ano o Nick Young, um dos herdeiros mais ricos, influentes e famosos de Singapura. Porém, a jovem professora filha de uma mãe solteira não sabe nada sobre a vida familiar e nem o passado do atual namorado.

As revelações surgem quando Nick é convidado a ser padrinho de casamento de seu melhor amigo, e eles se veem em uma viagem de férias para a cidade natal do jovem milionário, e que aguarda um encontro familiar que quer fazer de tudo para acabar com esse relacionamento do rico com a menina pobre.

Esse fenômeno produzido pela Warner surgiu há alguns meses, sendo um feito inédito na indústria do cinema: um filme produzido em larga escala e com enorme repercussão, mas com todos os atores asiáticos ou descendentes.

A representatividade nunca esteve tão em pauta quanto no momento em que vivemos, e esse filme é um reflexo da nossa realidade. Mas o filme não se resume a apenas a política de inclusão.

O enredo principal são as famílias ricas de Singapura, e o como elas se relaciona. É raro conhecer histórias que transmitam para o mundo a cultura da Ásia, tradicional e podendo-se dizer até conservadora.

A cultura é apresentada principalmente pelas atitudes dos personagens que são bem aprofundados, com características que os tornam únicos e bastante personalidade. Cada um dos secundários tem muita história para contar, mas que fica de fora do tempo de tela.

No livro original (clique aqui para ler a crítica) diversos personagens ganham destaque, e suas histórias também são de grande importância no desenrolar do fio principal de Rachel e Nick. Porém, a adaptação focou apenas no relacionamento dos dois, e os dramas a sua volta.

O que não é algo ruim, pois a montagem do filme consegue envolver os espectadores em cenas românticas, engraçadas, emocionantes e até dramáticas. Muito se deve a trilha sonora recheada de representatividade, e também a forma de edição e transição das cenas.

As cenas do filme, que em sua maioria foram gravadas em Singapura, são um próprio espetáculo. A fotografia do filme chega até a se aproximar de um filme artístico em alguns momentos.

Em suma, é uma adaptação bem fiel da obra original, salvo a conclusão do filme que teve uma cena original que com certeza é uma das melhores da produção, mas é uma história emocionante e envolvente.

Alguns aspectos da história são bastante clichês, porém vão além que muitas produções batidas que se passam no continente americano. O desfecho envolve e emociona de forma sem igual. Sem contar que apenas por estar dando destaque a uma população que vive a margem da sociedade se torna aceita aceitável o clichê.

O mundo pode não estar preparado para aceitar as diferenças, e em momentos de tanto ódio e exclusão, aprender mais sobre outras culturas é essencial para não disseminarmos o ódio.

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