Críticas de HQ

Anne Frank: A Biografia Ilustrada, de Sid Jacobson e Ernie Colón | Resenha da HQ


A Anne Frank: A Biografia Ilustrada, de Sid Jacobson e Ernie Colón, não é a versão ilustrada do diário de Anne, é bom deixar isso claro para não criar falsas expectativas.

A história é sim, sobre a Anne Frank, judia que ficou escondida com sua família e outros conhecidos durante a Segunda Guerra Mundial, e que ficou famosa por ter escrito um diário relatando seu dia a dia, mas não se resume a isso.

Muito pelo contrario, essa nova versão da história acaba situando os leitores de tudo o que está acontecendo ao redor do diário, coisas que a própria Anne não sabia na época. Intercalando entre a história do grupo de fugitivos e o mundo lá de fora, que é chamado de “contexto histórico”, parte que ensina sobre a segunda guerra mundial e também conta curiosidades do que estava acontecendo no mundo naquela época.

Essa forma de contar a história é presente desde o inicio, que somos apresentados ao primeiro encontro dos pais de Anne, e também somos apresentados aos primeiros passos que dariam resultado na guerra de anos à frente. E isso acompanha até o final dessa grande, realista e triste aventura.

Mesmo não sendo a adaptação do diário, existem partes do livro original, e até releitura de como era que a pequena menina escrevia. E mostra como os refugiados escondidos lidavam dentro do pequeno esconderijo, transformando em imagem os momentos mais marcantes que Anne narrou durante seu tempo em que ficou escondida.

O livro infelizmente não é só flores. A transição entre as cenas, e as vezes ate entre as falas, não é natural, passando de forma bruta de um assunto para outro, e torna a leitura estranha, com essa falta de fluxo.

Assim como o livro começa antes de Anne nascer, também vai além do final do diário, nos dando ideia do que realmente aconteceu com os prisioneiros no final da guerra, e no pós-guerra com os sobreviventes.

A história se encerra com o a fundação Anne Frank sendo inaugurada, e mostrando como é o interior do museu hoje, em Amsterdam. É uma ótima forma de complementar a história da pequena Anne, para saber mais sobre ela e também sobre os acontecimentos da segunda guerra mundial.

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